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Buscando uma carreira no exterior? Talvez agora seja a hora certa

Renato de Castro

03/09/2019 04h00

A cidade asiática que funciona 24h. Foto: Briyen (Flickr)

Quem nunca pensou em se aventurar mundo afora e deixar tudo para trás? Bem, eu nem conto mais como referência depois de ter fixado residência em oito países e visitado mais de 50. Mas a pergunta importante é: quando é a hora certa?

O tema é superparadoxal. Quando você é muito novo, sem experiência profissional e com formação acadêmica recente, não está pronto para aproveitar o máximo. Já quando está maduro, o custo de deixar tudo para trás é muito alto.

Os fatores externos também contam. Quando a economia nacional está "bombando", as oportunidades sobram no mercado e fica difícil deixar esse momento especial para se aventurar no desconhecido. Já se estamos em crise, provavelmente não é hora de investir e sim de apertar o cinto.

Este mês, estive em Hong Kong em uma rápida viagem de negócios e reencontrei um velho amigo e conterrâneo, Eduardo Bertão. Tive o prazer de conhecer o Eduardo em 2012, logo depois que ele decidiu largar uma carreira na área financeira no Brasil para assumir um projeto desafiador de um banco brasileiro em Hong Kong. Nessa época, eu já tinha mais de seis anos morando em Pequim e era quase veterano na região.

Atualmente, Eduardo está à frente da gestão de investimentos de um megagrupo local. Entre arranha-céus e parques naturais, falamos sobre os desafios e benefícios de investir em uma carreira no exterior. Foi um encontro muito agradável, caminhando no coração do moderníssimo distrito financeiro da cidade. O mais bacana é que a entrevista foi gravada em um vídeo 360º, então você se sentirá lá conosco em Hong Kong. 

A cidade enfrenta atualmente a especulação imobiliária –um apartamento em área pobre chega a custar US$ 1 milhão lá. É um problema comum a grandes metrópoles e é também uma das bandeiras das manifestações que estão acontecendo na região neste ano. Ao mesmo tempo que o metro quadrado lá é um dos mais caros do mundo, ainda usam bambu para fazer os andaimes dos prédios. Uma cidade inteligente também mantém seu DNA cultural.

Pensando em trilhar novos caminhos profissionais? Então, não deixe de assistir ao vídeo, quem sabe você não encontra a dica ou a inspiração que falta para colocar seu projeto internacional em prática em 2020.

Não perca os próximos textos, Hong Kong é só o começo. Somente em setembro, visitarei as cidades de Abu Dhabi, Dubai, Barcelona, Helsinki, Pequim, Shenzhen, Hangzhou e Xangai. Ufa! Cansei só em citá-las! Um grande abraço e nos vemos no próximo texto.

Zaijian (adeus em Mandarim).

Sobre o autor

Renato de Castro é expert em Cidades Inteligentes. É embaixador de Smart Cities do TM Fórum de Londres, membro do conselho de administração da ONG Leading Cities de Boston e Volunteer Senior Adviser da ITU, International Telecommunications Union, agência de Telecomunicações das Nações Unidas. Acumulou mais de duas décadas de experiência atuando como executivo global em países da Ásia, Américas e Europa. Fluente em 4 idiomas, é doutorando em direito internacional pela UAB - Universidade Autônoma de Barcelona. Renato já esteve em mais de 30 países, dando palestras sobre cidades inteligentes e colaborando com projetos urbanos. Atualmente, reside em Barcelona onde atua como CEO de uma spinoff de tecnologia para Smart Cities.

Sobre o blog

Mobilidade compartilhada, Inteligência artificial, sensores humanos, internet das coisas, bluetooth mesh etc. Mas como essa tranqueira toda pode melhorar a vida da gente nas cidades? Em nosso blog vamos discutir sobre as últimas tendências mundiais em soluções urbanas que estão fazendo nossas cidades mais inteligentes.

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