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Pensando em trocar seu notebook? Aqui vai a dica: jogue ele fora!

Renato de Castro

2014-01-20T19:07:00

14/01/2019 07h00

Pensando em trocar seu notebook? Aqui vai a dica: jogue ele fora! Foto: Rowan Duncan

A primeira quinzena de janeiro é provavelmente o momento mais esperado do ano para a indústria eletroeletrônica. Enquanto muitos ainda estão se recuperando das festas de final de ano e outros iniciando as suas férias, a cidade de Las Vegas está literalmente pegando fogo em pleno inverno americano. É ali que acontece o famoso evento CES (Consumer Electronics Show).

A CES é o ponto de encontro mundial para todos os envolvidos no negócio de tecnologias de consumo. Há mais de 50 anos, o evento funciona como uma espécie de laboratório de testes para as tecnologias inovadoras – das startups disruptivas, passando pelos unicórnios às gigantes multinacionais, todos estão presentes.

Só para você ter uma ideia da importância do evento, veja só alguns produtos que foram lançados em primeira mão nesse evento:

      1970 – Gravador de Videocassete (VCR)

      1981 – Filmadora, Compact Disc Player e Compact Disc (CD)

      1996 – Disco Versátil Digital (DVD)

      1998 – Televisão de Alta Definição (HDTV)

      2001 – Microsoft Xbox e TV de Plasma

      2010 – Tablets, Netbooks e Dispositivos Android

      2013 – Tecnologia de Veículo Autônomo

      2014 – Impressoras 3D e Dispositivos IOT

      2015 – TV 4K e Realidade Virtual

      2019 – OLED TV  retrátil (que pode ser enrolada)

CES 2019: LG lançou TV que pode ser enrolada – Foto: John Locher

Neste ano, a feira aconteceu na semana passada, entre os dias 8 e 11 e muita coisa interessante foi apresentada. Você deve ter visto toneladas de notícias sobre esses lançamentos, certo? Por isso a minha ideia não é discutir as novas tecnologias que estão chegando, mas aquela que vão desaparecer.

Já pensou nisso? A grande maioria dos produtos inovadores lançados em edições anteriores deste evento nem sequer existe mais, o que torna a pergunta-chave aqui em: o que está prestes a morrer nos próximos anos?

Para responder isso, listei abaixo os 4 produtos supertradicionais que provavelmente você nunca imaginou que um dia pudessem ficar obsoletos:

  • Interruptores de parede.

Um clássico indispensável em toda e qualquer casa, certo? Sua função é bem simples: acender e apagar a luz. Mas com o advento da Internet das Coisas tudo está mudando muito rápido. Todas as coisas estão se tornando "online", inclusive as nossas casas, como vimos em um texto anterior. Isso inclui não somente nossos eletrodomésticos, mas também todas as tomadas e interruptores da nossa casa. Basta dizer: "Alexa, acenda as luzes da sala" e o milagre acontece. Bye bye, interruptores!

  • Câmeras fotográficas

A primeira fotografia "bem-sucedida" foi feita aproximadamente no ano de 1816, pelo francês Joseph Nicéphore. Daquela caixinha preta até as superobjetivas de hoje muita coisa mudou – uma evolução ocorreu. Contudo, o que ocorre agora é uma revolução na fotografia digital baseada em dispositivos móveis (celulares). Com os novos modelos com 5 e 7 câmeras integradas, em um futuro muito breve, eles provavelmente substituirão em 100% as câmeras tradicionais (aquelas que são somente câmeras).

Mas se você é um amante da fotografia tradicional, feita em câmeras reais, nem tudo está perdido. Pode ser que antes que os celulares as substituam, eles próprios já tenham deixado de existir! :/

  • Smartphones

Esta nem é uma previsão nova: desde 2016, a indústria da telefonia profetiza a substituição dos smartphones pelos chamados wearables. Implantes reticulares, relógios inteligentes, fones de ouvidos implantados e outras parafernálias no estilo "ciborgue do futuro" podem enterrar de vez os nossos queridinhos. Nem vou falar muito disso que me dá até vontade de chorar. Ai, ai meu Iphonezinho querido…

  • Notebooks

Por fim, os melhores amigos do homem moderno. Mais fiéis, companheiros e confiáveis do que os "de quatro patas", nossos notebooks também vão desaparecer do mapa (e das nossas vidas). Com a evolução dos processadores e a versatilidade da armazenagem em nuvem, os tablets seguramente serão os vilões do fim dessa história de amor "homem-laptop", que iniciou em 1971. Os softwares estão evoluindo bem rápido e em breve faremos operações complexas como programação, edição de vídeos e fotos e até renderização 3D direto dos nossos tablets. Com isso, periféricos como pendrives, mouses e teclados também virarão peças de museu. Todos vão deixar saudades. Ou não!

Bem, fica a dica: aproveite todos eles enquanto ainda há tempo. Não concorda comigo? Convido você a deixar seus comentários abaixo e terei enorme prazer em ler e respondê-los. Nos vemos na próxima semana!

  • O texto foi corrigido: o CD foi lançado em 1981.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Renato de Castro é expert em Cidades Inteligentes. É embaixador de Smart Cities do TM Fórum de Londres, membro do conselho de administração da ONG Leading Cities de Boston e Volunteer Senior Adviser da ITU, International Telecommunications Union, agência de Telecomunicações das Nações Unidas. Acumulou mais de duas décadas de experiência atuando como executivo global em países da Ásia, Américas e Europa. Fluente em 4 idiomas, é doutorando em direito internacional pela UAB - Universidade Autônoma de Barcelona. Renato já esteve em mais de 30 países, dando palestras sobre cidades inteligentes e colaborando com projetos urbanos. Atualmente, reside em Barcelona onde atua como CEO de uma spinoff de tecnologia para Smart Cities.

Sobre o blog

Mobilidade compartilhada, Inteligência artificial, sensores humanos, internet das coisas, bluetooth mesh, etc. Mas como essa tranqueira toda pode melhorar a vida da gente nas cidades? Em nosso blog vamos discutir sobre as últimas tendências mundiais em soluções urbanas que estão fazendo nossas cidades mais inteligentes.