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Made in London: quando a diversidade cultural vira uma vantagem competitiva

Renato de Castro

06/05/2019 04h00

A arte eclética da região conhecida como East London ilustra bem a grande diversidade étnica e cultural da cidade.

O que as pessoas mais sentem falta quando escolhem viver ou trabalhar em uma metrópole? Londres tem uma população de 8,5 milhões de pessoas – mais ou menos como o Rio de Janeiro e a maior em toda a União Europeia (ou pelo menos até quando eles continuarem no bloco) – e é uma das cidades com a maior diversidade étnica no mundo, o que pode ser considerado uma grande riqueza para a cidade, mas também a causa de diversos problemas. O Brexit que o diga! Londres possui uma economia próspera e é um dos ambientes culturais mais ricos do mundo. Apesar de tudo isso, muitos londrinos sentem falta de conexão com sua própria cidade; eles não só sentem que não fazem parte da cidade, mas também não sentem que a cidade pertence a eles.

Durante uma das minhas temporadas em Londres, eu produzi, em parceria com o renomado diretor (e um grande amigo) Micael Langer, um documentário bem legal chamado Making London Small (Tornando Londres Pequena), que mostra como iniciativas de cidades inteligentes podem unir os principais stakeholders urbanos, principalmente os cidadãos, para abordarem questões que dizem respeito ao dia a dia de uma metrópole.

O ponto que gostaria de discutir com vocês hoje é a importância de restaurar o envolvimento do cidadão, o seu verdadeiro sentimento de pertencimento ao ecossistema urbano. Nestas chamadas metrópoles, as pessoas acabam perdendo aquele contato mais próximo de vizinhança, como temos nas cidades do interior, e isso não ajuda em nada o processo de harmonização e integração social que é tão importante.

Em um outro texto recente eu mostrei como projetos de cidades inteligentes não são somente para grandes cidades. Eles podem (e devem) ser implementados também em cidades pequenas, levando o "ar de modernidade" para esses municípios. Aqui, veremos o oposto: projetos de Smart City que ajudam megalópoles como Londres a resgatar aquele fantástico e acolhedor ambiente de cidade do interior.

No final do vídeo fica uma grande reflexão do meu caro colega Froi Lagaspi, um reconhecido líder comunitário londrino: "Se você não está na mesa com os tomadores de decisão (políticos), você provavelmente está no menu".

Aproveite para dar uma praticada no seu inglês! Mas tem legenda em português também, basta ativar no YouTube, caso necessite… 😉

Espero que gostem. Um grande abraço e nos vemos na próxima semana.

Sobre o autor

Renato de Castro é expert em Cidades Inteligentes. É embaixador de Smart Cities do TM Fórum de Londres, membro do conselho de administração da ONG Leading Cities de Boston e Volunteer Senior Adviser da ITU, International Telecommunications Union, agência de Telecomunicações das Nações Unidas. Acumulou mais de duas décadas de experiência atuando como executivo global em países da Ásia, Américas e Europa. Fluente em 4 idiomas, é doutorando em direito internacional pela UAB - Universidade Autônoma de Barcelona. Renato já esteve em mais de 30 países, dando palestras sobre cidades inteligentes e colaborando com projetos urbanos. Atualmente, reside em Barcelona onde atua como CEO de uma spinoff de tecnologia para Smart Cities.

Sobre o blog

Mobilidade compartilhada, Inteligência artificial, sensores humanos, internet das coisas, bluetooth mesh, etc. Mas como essa tranqueira toda pode melhorar a vida da gente nas cidades? Em nosso blog vamos discutir sobre as últimas tendências mundiais em soluções urbanas que estão fazendo nossas cidades mais inteligentes.