Cidades Mais Inteligentes http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br Mobilidade compartilhada, Inteligência artificial, sensores humanos, internet das coisas, bluetooth mesh, etc. Mas como essa tranqueira toda pode melhorar a vida da gente nas cidades? Tue, 17 Sep 2019 07:00:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Tecnologia, prosperidade e felicidade: a receita do sucesso de Dubai http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2019/09/17/tecnologia-prosperidade-e-felicidade-a-receita-do-sucesso-de-dubai/ http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2019/09/17/tecnologia-prosperidade-e-felicidade-a-receita-do-sucesso-de-dubai/#respond Tue, 17 Sep 2019 07:00:07 +0000 http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/?p=730

Projeto da nova torre Dubai Creek que terá 1.300 metros de altura.

Confesso para vocês que faz tempo que sou apaixonado por Dubai; me encantei logo na minha primeira ida aos Emirados Árabes Unidos (EAU), em 2009. O mais impressionante não é a arquitetura moderna ou a infraestrutura robusta construída em poucas décadas, nem mesmo o calor sufocante de 42º célsius a meia noite. O que me surpreendeu desde o início foi a capacidade e velocidade de transformação daquela nação, principalmente do Emirado de Dubai. 

“Ah, Renato, é muito fácil fazer isso quando se tem petróleo no quintal”, você provavelmente deve estar pensando. E você tem razão: ajuda e muito. Mas é preciso ter vontade e esforço político também! Nossa hermana Venezuela que o diga: segundo o relatório BP Statistical Review of World Energy 2018,  nossos sofridos vizinhos têm a maior reserva de petróleo conhecida do mundo (proven oil reserves), representando 18% de todas as reservas mundiais. O Brasil ocupa a 15ª posição no ranking e os EAU a 8ª.

Apesar da posição entre os dez maiores do mundo, atualmente o petróleo representa menos de 5% da economia de Dubai. Turismo, comércio internacional e mercado imobiliário são os grandes impulsionadores do PIB por aqui. Já deu para entender que Dubai não é só sobre petróleo, certo? Semana passada tive o prazer de visitar Dubai e Abu Dhabi em uma viagem de negócios e mais uma vez saí impressionado.

Há um ano, eu escrevi um texto sobre os EAU e o ministério da felicidade, que foi criado para monitorar a evolução e, principalmente, os impactos dos projetos de cidades inteligentes na vida dos cidadãos – já havia vários indicadores mostrando que eles estavam no caminho certo. O ciclo de crescimento e prosperidade que começou em 2014, da forte crise de 2008, parece estar chegando ao seu apogeu.

Só para dar uma ideia: segundo informações da incorporadora Emaar, uma das maiores da região, Dubai concentra quase 25% de todas as gruas em operação do mundo. A Emaar, que detém os recordes do edifício mais alto do mundo, Burj Khalifa, com 828 metros localizado no complexo do Dubai Mall, maior shopping center do mundo com área equivalente a 50 campos de futebol, agora está construindo um bairro inteligente inteiro.

Em um total de seis quilômetros quadrados, o Dubai Creek será uma das áreas mais modernas e conectadas do planeta. Como se não bastasse eles estarem construindo lá um novo shopping com o dobro do tamanho do Dubai Mall, no coração do bairro será erguida a megamajestosa Dubai Creek Tower, com mais de 1300 metros de altura. Isso mesmo, mais de um quilometro em direção ao céu!

Projetos como taxis drones, o hyperloop (trem supersônico), uma polícia composta por robôs e até mesmo uma cidade em Marte para 2117 já estão na pauta diária de todos por lá. Todos projetos para o futuro sim, mas com um planejamento sério e uma verba quase ilimitada para execução. Nada parece ser impossível para eles.

Em uma das minhas reuniões na semana passada, ouvi uma frase do Sr. Omar Alkhan, diretor responsável pelos escritórios internacionais da Dubai Chamber, que ilustra bem o espírito de Dubai: “nós, como povo do deserto com muitas limitações de recursos, aprendemos desde de cedo a espremer ao máximo tudo que temos à nossa disposição”.

Eu gravei um vídeo curto da minha visita guiada ao projeto Dubai Creek que dá para ter uma impressão que o futuro já chegou por lá, e olha que esse é somente um dos diversos bairros que estão florescendo literalmente nas areias do deserto. Todos esses esforços estão redobrados em função da Exposição Mundial Expo 2020, que acontecerá na cidade de outubro de 2020 a abril de 2021.

Tecnologia de ponta aplicada para mitigar problemas e, principalmente, melhorar a qualidade de vida é o tempero principal na receita de qualquer cidade inteligentes. Acho que eles entenderam muito bem isso por lá, afinal, não foi à toa que em 2017 Dubai levou o título de Smart City do Ano no congresso mundial de Barcelona e já aparece entre as top 5 mundiais em diversos outros rankings de prestígio. Se você tiver uma mínima possibilidade de visitar essa magnifica cidade, não perca a oportunidade, vale muito a pena!

Espero que gostem do vídeo e nos vemos na próxima semana diretamente de outro canto deste nosso belo e dinâmico planeta.

 

 

 

 

 

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Estamos prontos para o “carro” do futuro? Ele já chegou e se chama NEXT http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2019/09/10/estamos-prontos-para-o-carro-do-futuro-ele-ja-chegou-e-se-chama-next/ http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2019/09/10/estamos-prontos-para-o-carro-do-futuro-ele-ja-chegou-e-se-chama-next/#respond Tue, 10 Sep 2019 07:00:13 +0000 http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/?p=713

NEXT: um spoiler da nova geração da chamada MaaS – mobilidade-como-um-serviço. Foto: Next.

Nossa viagem de hoje nos leva a uma “garagem” que fica a menos de 20 minutos da minha casa. Mas antes de começarmos, devo confessar que eu amo carros! Como um bom representante da geração X, eu nasci com gasolina nas minhas veias e muitos cavalos nos meus sonhos. Bons tempos… mas que não voltarão mais, já aceitei.

Como um grande apaixonado por carros, cidades inteligentes e startups, imaginem a minha animação quando eu ouvi falar deste projeto. O nome já é inspirador: The Next Future Transportation Inc., que chamarei somente de NEXT para facilitar. Para mim, a marca soa como uma mistura de Vale do Silício com disrupção Muskeniana, não acha? Mas o cérebro e o coração do projeto estão na Itália, bem aqui ao meu lado. 

Conheci o jovem engenheiro Tommaso Gecchelin, CTO da NEXT, em junho deste ano em um networking de inovação promovido pela Região do Veneto, na Itália, e de cara me encantei com seu pitch. Tudo nasceu a partir de um projeto de final de curso da universidade que acabou virando uma startup ítalo-californiana que já recebeu mais de US$ 500 mil em investimentos.

A ideia é bem bacana e vem ao encontro de um problema enorme que temos em nossas cidades: como harmonizar o trânsito urbano mantendo o conforto e a comodidade de quem habita as periferias. Eu por exemplo, dificilmente deixaria de usar meu amado carrinho para ir da minha cidade (Bastia di Rovolon) para o centro da Padova.

Primeiro porque o transporte público, embora de qualidade, é bastante escasso por aqui. No meu caso, há somente ônibus a cada uma hora nos horários de maior movimento. Além disso, um trajeto que de carro eu faço em 25 minutos, leva quase uma hora no busão!

Se eu, apaixonado e militante da causa Smart City, não me convenço do transporte público, imagine se meu vizinho vai deixar em casa sua Maserati para ir trabalhar de ônibus. Aí entra o Tommaso e sua mente criativa: por que não criar módulos autônomos que quando sozinhos se assemelham a carros, mas unidos viram um ônibus? Uma espécie de transporte coletivo e autônomo sob demanda. Bingo! NEXT!

Parece coisa de 2050, certo? Que nada. O projeto não é somente viável, como já tem até protótipo 100% operativo e clientes na fila de espera. Fiz uma entrevista superdescolada com o Tommaso enquanto dávamos um passeio no primeiro veículo construído ali mesmo, na “garagem” dele.  Assistam ao vídeo que é praticamente um spoiler da nova geração da chamada MaaS – mobilidade-como-um-serviço.

Esta combinação de garagem e tecnologia disruptiva funciona muito bem lá nos Estados Unidos – Google e Apple que o digam! Contudo, quem sabe não estamos assistindo ao nascimento de um legitimo unicórnio mediterrâneo literalmente no fundo do meu quintal? Só o tempo nos dirá.

Nos vemos na próxima semana, sabe-se lá diretamente de que parte do mundo.

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Buscando uma carreira no exterior? Talvez agora seja a hora certa http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2019/09/03/buscando-uma-carreira-no-exterior-talvez-agora-seja-a-hora-certa/ http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2019/09/03/buscando-uma-carreira-no-exterior-talvez-agora-seja-a-hora-certa/#respond Tue, 03 Sep 2019 07:00:07 +0000 http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/?p=709

A cidade asiática que funciona 24h. Foto: Briyen (Flickr)

Quem nunca pensou em se aventurar mundo afora e deixar tudo para trás? Bem, eu nem conto mais como referência depois de ter fixado residência em oito países e visitado mais de 50. Mas a pergunta importante é: quando é a hora certa?

O tema é superparadoxal. Quando você é muito novo, sem experiência profissional e com formação acadêmica recente, não está pronto para aproveitar o máximo. Já quando está maduro, o custo de deixar tudo para trás é muito alto.

Os fatores externos também contam. Quando a economia nacional está “bombando”, as oportunidades sobram no mercado e fica difícil deixar esse momento especial para se aventurar no desconhecido. Já se estamos em crise, provavelmente não é hora de investir e sim de apertar o cinto.

Este mês, estive em Hong Kong em uma rápida viagem de negócios e reencontrei um velho amigo e conterrâneo, Eduardo Bertão. Tive o prazer de conhecer o Eduardo em 2012, logo depois que ele decidiu largar uma carreira na área financeira no Brasil para assumir um projeto desafiador de um banco brasileiro em Hong Kong. Nessa época, eu já tinha mais de seis anos morando em Pequim e era quase veterano na região.

Atualmente, Eduardo está à frente da gestão de investimentos de um megagrupo local. Entre arranha-céus e parques naturais, falamos sobre os desafios e benefícios de investir em uma carreira no exterior. Foi um encontro muito agradável, caminhando no coração do moderníssimo distrito financeiro da cidade. O mais bacana é que a entrevista foi gravada em um vídeo 360º, então você se sentirá lá conosco em Hong Kong. 

A cidade enfrenta atualmente a especulação imobiliária –um apartamento em área pobre chega a custar US$ 1 milhão lá. É um problema comum a grandes metrópoles e é também uma das bandeiras das manifestações que estão acontecendo na região neste ano. Ao mesmo tempo que o metro quadrado lá é um dos mais caros do mundo, ainda usam bambu para fazer os andaimes dos prédios. Uma cidade inteligente também mantém seu DNA cultural.

Pensando em trilhar novos caminhos profissionais? Então, não deixe de assistir ao vídeo, quem sabe você não encontra a dica ou a inspiração que falta para colocar seu projeto internacional em prática em 2020.

Não perca os próximos textos, Hong Kong é só o começo. Somente em setembro, visitarei as cidades de Abu Dhabi, Dubai, Barcelona, Helsinki, Pequim, Shenzhen, Hangzhou e Xangai. Ufa! Cansei só em citá-las! Um grande abraço e nos vemos no próximo texto.

Zaijian (adeus em Mandarim).

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Os nossos brasileirinhos estão conquistando o mundo pela robótica http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2019/08/27/os-nossos-brasileirinhos-estao-conquistando-o-mundo-pela-robotica/ http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2019/08/27/os-nossos-brasileirinhos-estao-conquistando-o-mundo-pela-robotica/#respond Tue, 27 Aug 2019 07:00:37 +0000 http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/?p=702

O Desafio do Robô é uma das quatro categorias do torneio. Foto: CNI

Semana passada estive rapidamente na belíssima cidade de Hong Kong. Deixando de lado os problemas políticos pelos quais eles estão passando, esse lugar ainda continua mágico para mim. Aproveitei para visitar a loja conceitual da Lego e, claro, fiz um vídeo bem legal para vocês. Todo ano a empresa promove desafios mundiais para crianças de 09 a 16 anos, voltado para alunos de escolas públicas ou particulares. Grupos de amigos também podem montar seus times, são as chamadas “equipes de garagem”. No Brasil, desde 2013, o SESI (Serviço Social da Indústria) é o operador oficial da competição nas etapas regionais e na nacional.

Para a temporada 2019/2020 o tema proposto é o City Shaper: construindo cidades inteligentes e sustentáveis. A ideia (que eu amei) é estimular os alunos a buscar soluções inovadoras para problemas dos centros urbanos. O desafio será apresentado a estudantes de São Paulo, hoje, terça-feira (27), no WTC, na capital paulista, no primeiro evento de divulgação da nova temporada e eu estarei lá pessoalmente!

Em cada torneio, os estudantes são avaliados em quatro categorias. Uma delas é o Desafio do Robô, quando os estudantes colocam os robôs de Lego para cumprir determinadas missões. Para isso, o robô pode capturar, transportar, ativar ou entregar objetos na mesa de competição. Os robôs, projetados e construídos pelos próprios alunos, também são avaliados na categoria Design do Robô. Os times podem utilizar sensores de movimento, cor, controladores e motores. Os juízes levam tudo isso em consideração, além da estratégia e programação.

Na temporada passada, com o tema Into Orbit (Em órbita), os brasileiros conquistaram 33 prêmios no Mundial de Robótica, em Houston (EUA), no torneio de Arkansas (EUA), no Aberto Internacional da Turquia, no Aberto de Robótica do Uruguai, Aberto de Robótica do Líbano, no Aberto de Robótica da Austrália (Ásia Pacífico) e no Aberto de Robótica de West Virgínia (Estados Unidos). Desde 2013, o Brasil já soma 66 prêmios internacionais.

Eu acredito muito nesta estratégia de promover a mudança de mentalidade na sociedade. Estamos vivendo o início de um novo momento na História mundial e no desenvolvimento da sociedade. Os avanços tecnológicos, a evolução da Inteligência Artificial (AI) e a mobilidade cada vez maior das pessoas são apenas algumas faces de um movimento transformador que parece ser cada vez mais acelerado. Já temos muitas perguntas sobre como será o amanhã, mas poucas respostas.

O que sabemos com certeza é que precisamos nos adaptar rapidamente às mudanças e preparar as novas gerações para o que virá. Esse enigma de preparar pessoas para um futuro que não conhecemos coloca em xeque, por exemplo, todo o modelo atual de educação, que se baseia na acumulação de conhecimento. Hoje, porém, é muito fácil obter informação (basta acessar o Google): o difícil é discernir o verdadeiro do falso e interpretar as informações para extrair insights e inovações. E temos que preparar nossas novas gerações para isso.

Pensar em Cidades Mais Inteligentes é pensar no ser humano como um todo. O que é “ser feliz” em um mundo altamente tecnológico? Como se darão as relações humanas nas grandes metrópoles mundiais? Como integrar pessoas de culturas totalmente diferentes? Essas são questões que precisam estar na cabeça de quem formula políticas públicas e de todos que fazem parte do ecossistema global das Smart Cities.

Vamos lá City Shapers do Brasil, eu acredito em vocês… Nos vemos daqui a pouco em São Paulo.

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De Volta Para o Passado: cadê “meu” patinete que estava aqui? http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2019/08/05/de-volta-para-o-passado-cade-meu-patinete-que-estava-aqui/ http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2019/08/05/de-volta-para-o-passado-cade-meu-patinete-que-estava-aqui/#respond Mon, 05 Aug 2019 07:00:55 +0000 http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/?p=671

O famoso e inesquecível skate voador do Michael J. Fox, um sonho de consumo de muitos da geração X.

As bicicletas compartilhadas e os patinetes elétricos estão invadindo nossas cidades. Parece que chegou a hora de levar essa discussão ao nível de regulamentação. Posso usar meu patinete elétrico nas calçadas? Tenho que usar capacete? De quem é a preferência nas ruas?

Esta semana, tive o grande prazer de assistir (de novo) um dos grandes clássicos do final dos anos 80: De Volta para o Futuro 2. Se no primeiro filme da trilogia eu já tinha ficado encantado com o DeLorean, um supercarro que acabou virando referência de futuro na época, foi no segundo que eu comecei a sonhar com a mobilidade individual do futuro: um skate voador. 

Se me lembro bem, naquela época o cinto de segurança nos carros tinha uma função mais decorativa do que realmente de segurança. Imaginem, então, pensar em usar capacete para “pilotar” aquele skate bacana? Impossível pensar nisso, né?

Trinta anos depois, ainda não temos o skate voador – pelo menos para comprar nas lojas – mas o conceito da micromobilidade, ou mobilidade individual, já é uma realidade. As bicicletas compartilhadas e os patinetes elétricos estão invadindo nossas cidades, proporcionando uma nova experiência na mobilidade urbana e facilitando a vida dos cidadãos nos deslocamentos de curta distância.

Além do boom de novas startups que oferecem soluções disruptivas, cidades ao redor do mundo, como Barcelona, investem anualmente cifras significativas do orçamento público em programas de micromobilidade, incluindo bicicletas compartilhadas. Várias cidades pelo Brasil também estão caminhando rapidamente nesse sentido e parece que chegou a hora de levar essa discussão ao nível de regulamentação.     

Posso usar meu patinete elétrico nas calçadas? Tenho que usar capacete? De quem é a preferência nas ruas? Esses são alguns dos questionamentos que vamos discutir no vídeo de hoje. Para finalizar nossa maratona de temas da última edição do Smart City Day, eu resolvi trazer esse tema superpolêmico.

O painel que fechou o evento, “Micromobilidade, Bikes e Patinetes Regulação, Desafios e Perspectivas da Disrupção na Mobilidade Urbana”, teve como convidada especial a Juliana Minorello, gerente de relações governamentais da startup Tembici e coordenadora do Comitê de Mobilidade Online da Associação Brasileira Online to Offline (ABO2O). O ponto forte do painel foi a discussão sobre a regulamentação do setor.

A micromobilidade já faz parte da sua vida? Você trocaria seu DeLorean por um patinete elétrico?  Eu sim ;). Deixe sua opinião aqui embaixo. Nos vemos no próximo texto.

 

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A startup carioca que quer resolver o problema dos alagamentos http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2019/07/22/a-startup-carioca-que-quer-resolver-o-problema-dos-alagamentos/ http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2019/07/22/a-startup-carioca-que-quer-resolver-o-problema-dos-alagamentos/#respond Mon, 22 Jul 2019 07:00:32 +0000 http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/?p=648

O problema dos alagamentos em consequência das fortes chuvas só tem piorado na cidade. Foto: Notícias da Lapa

Cada vez mais vemos o setor público no Brasil engajado no processo de inovação e eu não tenho dúvida que esta seja uma fórmula de sucesso para as nossas cidades. Na maioria das vezes, o processo nasce no setor privado e, depois, chega à gestão pública, como foi o caso do Vale do Silício. Em todo lugar do mundo onde a inovação é uma estratégia de estado, a economia local acaba se contagiando e os resultados são fantásticos para todo o ecossistema.

Palo Alto, na Califórnia, é um exemplo de um pequeno município que colocou a inovação como bandeira principal. Jonathan Reichental, ex-CIO (Chief Information Officer) da cidade, que esteve à frente deste processo por sete anos, de 2011 a 2018, é categórico em dizer “the future belongs to cities” – o futuro pertence às nossas cidades. E ele está certo! Estamos entrando na chamada era das cidades, quando municípios, e não

No vídeo de hoje, vamos conhecer um projeto de inovação capitaneado pela prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. Três entidades municipais, o COR (Centro de Operações Rio), IplanRio (Empresa Municipal de Informática S.A.) e a Secretaria de Fazenda se uniram para criar um comitê de inovação para a cidade e os resultados já começaram a aparecer.

No início de 2019, o COR promoveu uma espécie de hackathon para o desenvolvimento de novas soluções para o problema recorrente de inundações na cidade. Como resultado, quatro startups foram selecionadas para desenvolverem suas ideias durante um programa de incubação que durou três meses, exatamente durante as grandes tempestades no Rio. Elas contaram com o apoio técnico e toda a estrutura do COR, incluindo equipes de mais de 30 órgãos diferentes.

Leonardo Soares, assessor especial de inovação da prefeitura e coordenador responsável pelo projeto, explicou como funcionou essa primeira experiência e os resultados positivos alcançados em tão pouco tempo.  A startup finalista do programa, Noah Smart Cities, não somente conseguiu “pilotar” com sucesso a sua ideia, o que já teria sido um resultado excelente, mas também acabou chamando a atenção de potenciais investidores. Isso pode até parecer uma consequência natural no ecossistema de inovação do Vale do Silício, mas definitivamente ainda não é realidade na sofrida economia Carioca.

As boas notícias não acabaram no case da Noah (que é explicado no vídeo). Como a primeira experiência foi um grande sucesso, eles já estão planejando a segunda edição do programa de incubação. Sua empresa tem uma solução bacana para problemas urbanos e você gostaria de mostrá-la para o mundo e, principalmente, para investidores? Atenção, porque a oportunidade pode estar mais perto do que você imagina! Nos vemos no próximo texto.

 

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Como a inteligência artificial já está turbinando a segurança no Brasil http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2019/07/15/como-a-inteligencia-artificial-pode-transformar-a-seguranca-publica/ http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2019/07/15/como-a-inteligencia-artificial-pode-transformar-a-seguranca-publica/#respond Mon, 15 Jul 2019 07:00:27 +0000 http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/?p=649

A polêmica tecnologia de reconhecimento facial na segurança pública. Foto: startologic

Já imaginou se fosse possível chamar uma viatura de polícia simplesmente apertando um botão no celular como fazemos com o Uber? Ou se pudéssemos engajar a população para apoiar o poder público na resolução dos problemas de segurança das nossas cidades? Foi exatamente com estas duas questões que Alex Berenguer, CEO da CITZs, iniciou sua apresentação no painel que discutiu a nova era dos aplicativos municipais.

 No nosso vídeo de hoje, iremos assistir ao pitch de uma startup brasileira que oferece uma solução para mitigar os problemas de segurança pública com o uso de inteligência artificial.

Com um projeto piloto na cidade de São Paulo, a iniciativa conta com quatro soluções integradas: uma central de atendimento, um aplicativo para o cidadão, um para a patrulha e outro para mulheres que estão sob a proteção da Lei Maria da Penha, tudo funcionando em tempo real. Por trás da tecnologia, existem algoritmos avançados que são capazes, inclusive, de diferenciar uma chamada real de um trote.

Estamos realmente avançando de forma rápida para uma realidade de cidades superconectadas com câmeras de reconhecimento facial monitorando a todos continuadamente e cidadãos ávidos para colaborar com o governo. Tudo isso parece superpositivo, mas estamos prontos para toda essa tecnologia? Na semana passada, no Rio de Janeiro, por exemplo, o sistema implantado pela polícia em Copacabana confundiu uma moradora do bairro com uma foragida. E não foi a primeira vez que isso aconteceu.

O que você acha disso tudo? Estamos evoluindo para a direção correta ou esse grande Big Brother urbano criará ainda mais caos e confusão? Qual a sua opinião? Nos vemos na próxima semana.

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Plano Nacional de Internet das Coisas: o Brasil se preparando para o futuro http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2019/07/01/plano-nacional-de-internet-das-coisas-o-brasil-se-preparando-para-o-futuro/ http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2019/07/01/plano-nacional-de-internet-das-coisas-o-brasil-se-preparando-para-o-futuro/#respond Mon, 01 Jul 2019 07:00:12 +0000 http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/?p=642

O revolucionário Plano Nacional de Internet das Coisas. Imagem: AINTEC

Com potencial para melhor a qualidade de vida de moradores, desde o uso eficiente de meios de transportes até a redução da criminalidade e de doenças, o conceito de cidades inteligentes (Smart Cities) tem chamado a atenção de diversos governos, incluindo o do Brasil.

Dando continuidade às apresentações do Smart City Day realizado recentemente na sede da Microsoft Brasil, em São Paulo, no vídeo desta semana o analista de infraestrutura do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Guilherme de Paula, fala sobre o Plano Nacional de Internet das Coisas.

Baseado em um estudo realizado em uma parceria entre o MCTIC e o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) que teve como objetivo diagnosticar e propor um plano de ação estratégico para o programa, o plano prioriza os ambientes de saúde, cidades, rural e indústria e conta com 60 iniciativas definidas dentro de suas verticais e horizontais. No ambiente de cidades, onde as ações de Smart Cities estão inseridas, o governo tem priorizado projetos de mobilidade, segurança pública e uso eficiente de recursos.

O que você acha do programa e dos próximos passos que o analista nos conta? Compartilhe aqui suas ideias e comentários. Até a próxima semana!

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Tem um projeto bacana e precisa de uma “forcinha”? Fala com o BNDES! http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2019/06/24/tem-um-projeto-bacana-e-precisa-de-uma-forcinha-fala-com-o-bndes/ http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2019/06/24/tem-um-projeto-bacana-e-precisa-de-uma-forcinha-fala-com-o-bndes/#respond Mon, 24 Jun 2019 07:00:14 +0000 http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/?p=637

Fundado em 1952, o banco tem sede em Brasília e escritório no Rio de Janeiro.

Há mais de meio século que o BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, tem atuado fortemente no financiamento de longo prazo e investimento em todos os segmentos da economia brasileira. Na era da economia criativa e compartilhada e da transformação digital não poderia ser diferente. De fato, o banco já aparece como o maior investidor nacional em fundos de venture capital e isso pode ser uma excelente oportunidade para o seu projeto.

No vídeo de hoje, assistiremos à apresentação do Eduardo Kaplan Barbosa, analista sênior e líder da iniciativa de Smart Cities no BNDES. Eduardo demonstrou que a transformação digital perpassa todas as dimensões do planejamento estratégico do banco, especialmente quando se trata de ganhos de competitividade da indústria e fortalecimento das iniciativas municipais de cidades inteligentes que contribuem com a melhora da qualidade de vida dos cidadãos.

Enquanto o banco possui um grande histórico de financiamentos de iniciativas como a modernização da administração pública e infraestrutura sustentável, é preciso reconhecer que o apoio à adoção de novas tecnologias como a IoT deverá incluir, também, a sistematização de boas práticas e avaliações externas de custo-benefício. Para isso, o BNDES apoia o Pilotos de IoT em Cidades, uma das primeiras ações no âmbito do Plano Nacional de IoT, tema do nosso próximo texto e vídeo.

Além do fomento ao ecossistema dos fornecedores de soluções de cidades inteligentes, outros destaques apresentados pelo analista foram os novos produtos financeiros como o BNDES Direto 10 – produto ágil voltado para empresas inovadoras com necessidade de financiamento entre R$ 1 e R$ 10 MM – e o BNDES Finem TI – voltado a planos de investimento de médio prazo acima de R$ 10 MM com a vantagem de financiar ativos intangíveis e permitir uso de recebíveis como garantias.  Eduardo também citou o BNDES Garagem, hub de inovação da companhia cujos módulos de criação e aceleração de startups já foram iniciados.

Tem um produto bacana de tecnologia para melhorar a qualidade de vida das pessoas e está precisando de uma “forcinha”? Fala com o BNDES! Quem sabe não pode ser o início de uma longa e prospera parceria. Nos vemos na próxima semana.

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Como as PPPs podem fazer das cidades do Brasil mais inteligentes http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2019/06/17/como-as-ppps-podem-fazer-das-cidades-do-brasil-mais-inteligentes/ http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2019/06/17/como-as-ppps-podem-fazer-das-cidades-do-brasil-mais-inteligentes/#respond Mon, 17 Jun 2019 07:00:08 +0000 http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/?p=623

O uso da iluminação pública como estratégia de Smart City já é uma realidade no Brasil. Imagem: vividcomm

As chamadas PPPs, ou parcerias-público-privadas, já são uma realidade no Brasil. Há tempos venho ressaltando a importância desse instrumento como uma das principais formas de financiamento de projetos de cidade inteligente (Smart City) em todo o mundo.

Exatamente com esse objetivo o setor de iluminação pública no Brasil vem se desenvolvendo nos últimos anos em direção à aplicação criativa de soluções integradas às redes, seguindo a tendência mundial de uso eficiente do espaço urbano. Cada vez mais municípios enxergam nos postes de iluminação a porta de entrada para o conceito de Smart City devido às dezenas de funções “inteligentes” que podem ser integradas a uma mesma infraestrutura urbana como câmeras de videomonitoramento, semáforos inteligentes, Wi-Fi público e estações de recarga de veículos elétricos.O tema foi pauta no painel “Redes de Iluminação Pública Inteligentes” do Smart City Day realizado neste mês na sede da Microsoft Brasil, em São Paulo.

No vídeo de hoje, vamos ver os melhores momentos do debate sobre a evolução e as oportunidades da iluminação pública no Brasil. Participaram do painel: Maurício Taufic Guaina, da Spin Consultoria, Carlos Eduardo Cardoso, da EnelX do Brasil e Airton Hess Jr., da SmartGreen Smart Cities.

O evento criou um grupo no WhatsApp  para que os participantes tenham acesso direto aos painelistas para network, sugestões e eventuais dúvidas. Conseguimos acesso exclusivo para os leitores do blog neste grupo, então, se você se interessa pelo tema, não perca a oportunidade de discutir diretamente com quem está à frente do processo da renovação da iluminação pública no Brasil.

Acesse o grupo das PPPs de Iluminação Pública no Brasil e discuta diretamente com os painelistas do evento.

Um grande abraço e até a próxima semana.

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