Cidades Mais Inteligentes http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br Mobilidade compartilhada, Inteligência artificial, sensores humanos, internet das coisas, bluetooth mesh, etc. Mas como essa tranqueira toda pode melhorar a vida da gente nas cidades? Wed, 08 Jul 2020 07:00:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Como dados ajudam a melhorar transporte público em meio à crise de covid http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2020/07/08/ferramenta-de-gestao-de-transporte-publico-ajuda-a-combater-a-covid-no-pais/ http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2020/07/08/ferramenta-de-gestao-de-transporte-publico-ajuda-a-combater-a-covid-no-pais/#respond Wed, 08 Jul 2020 07:00:26 +0000 http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/?p=1308

Primeira live do blog Cidades Mais Inteligentes no LinkedIn.

A plataforma Trancity oferece de forma gratuita para as 27 capitais do país uma solução de gestão inteligente de frotas de ônibus. A ferramenta processa dados em tempo real e permite que as prefeituras e secretarias de transporte façam uma gestão eficiente da frota e do serviço de ônibus, adequando-o à demanda durante a pandemia do covid-19 a fim de garantir o funcionamento de serviços essenciais e de evitar aglomerações.

Rio de Janeiro e São Paulo já utilizam a solução. Na terça-feira (7), conversei com Roberto Speicys, um dos responsáveis pela Trancity. Speicys é cofundador e executivo-chefe da Scipopulis, uma empresa de inovação focada em soluções para cidades inteligentes e especializada em mobilidade urbana.

Desenvolvido inteiramente no Brasil, a plataforma utiliza tecnologias de análise de dados em big data e machine learning para gerar informações que facilitem a tomada de decisões dos gestores públicos. A plataforma usa grandes bases de dados das próprias prefeituras ou de companhias de ônibus, tais como geolocalização, quantidade de veículos coletivos em cada linha, número de passageiros transportados, além de dados públicos como, por exemplo, imagens de câmeras abertas. Estes dados são processados em nuvem e disponibilizados para a gestão pública, sem custos ou necessidades de investimento em infraestrutura por parte das prefeituras.

Empresas e principalmente o poder público em todo o mundo estão passando por uma profunda transformação digital.  É muito gratificante ver cada vez mais empresas nacionais assumindo um papel de protagonismo e ajudando nossas cidades na gestão da crise.

Essa foi nossa primeira live na plataforma LinkedIn. E foi um sucesso. Tratando de solidariedade digital a oportunidades para startups neste momento difícil que o mundo está passando, foram quase 60 minutos de um bate-papo bem legal!

Clique aqui para ver a entrevista. Espero que gostem do conteúdo 🙂

Nos vemos na próxima semana para mais uma rodada de conhecimento e muito networking lá no LinkedIn.

 

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Na 1ª live no LinkedIn, CEO da Trancity fala sobre gerir transporte público http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2020/07/06/na-1a-live-no-linkedin-ceo-da-trancity-fala-sobre-gerir-transporte-publico/ http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2020/07/06/na-1a-live-no-linkedin-ceo-da-trancity-fala-sobre-gerir-transporte-publico/#respond Mon, 06 Jul 2020 12:57:50 +0000 http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/?p=1298

A plataforma Trancity processa dados em tempo real e permite que as prefeituras e secretarias de transporte façam uma gestão eficiente da frota e do serviço de ônibus, adequando-o à demanda durante a pandemia. Foto simbiothy

A grande maioria de vocês já devem conhecer a rede social de negócios e profissionais chamada LinkedIn. A principal diferença se comparada com outras plataformas como Facebook, Instagram ou Twitter é que o LinkedIn é voltado especificamente para a vida profissional. Neste momento que vivemos de pandemia, em que a crise econômica está somente começando e as taxas de desemprego estão em crescimento, a plataforma pode ser uma excelente oportunidade para você aumentar seu networking e melhorar a sua empregabilidade.

Como parte de uma nova estratégia de resiliência para nossos seguidores, a partir dessa semana faremos uma sequência de lives com transmissão via LinkedIn. Será uma forma de dar mais visibilidade ao nosso tema “Cidades Mais inteligentes” em nível mundial. Atualmente, eu tenho 24.000 contatos ativos (ou de primeiro grau como se diz na plataforma) e quero compartilhar com vocês essa minha rede. Será, não somente uma oportunidade de ampliarmos as nossas discussões, mas principalmente uma excelente opção de trocaremos experiências com outros profissionais do setor, nos quarto cantos do mundo!

Para iniciar essa nova fase, na próxima terça-feira, dia 07 de julho às 10h, vou conversar com Roberto Speicys, cofundador e CEO da Scipopulis, uma empresa de inovação focada em soluções para cidades inteligentes e especializada em mobilidade urbana, lançou a plataforma Trancity, que oferece de forma gratuita para as 27 capitais do país uma solução de gestão inteligente de frotas de ônibus. Vamos discutir a importância da adequação da frota municipal de ônibus à demanda durante a pandemia a fim de garantir o funcionamento de serviços essenciais e de evitar aglomerações. Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre já utilizam a solução. Não percam!!!!! E claro, se você não tem ainda uma conta pessoal lá, corra que ainda dá tempo.

Clique aqui para o link para a Live

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Como a maior fazenda em telhado do mundo pode afetar a vida de uma cidade http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2020/07/01/como-a-maior-fazenda-em-telhado-do-mundo-pode-afetar-a-vida-de-uma-cidade/ http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2020/07/01/como-a-maior-fazenda-em-telhado-do-mundo-pode-afetar-a-vida-de-uma-cidade/#respond Wed, 01 Jul 2020 07:00:45 +0000 http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/?p=1291

A “fazenda de telhado” em Paris é a maior obra de agricultura urbana em telhado no mundo (Valode & Pistre Architectes Atlav AJN)

Quando falamos de cidades inteligentes e melhoria da qualidade de vida dos cidadãos vamos muito além de simplesmente o uso de tecnologia. Um fator muito importante, principalmente se falamos de grandes cidades, é a harmonização entre vida urbana e sustentabilidade. E neste campo Paris tem se destacado aqui na Europa por seus projetos arrojados. De propostas ousadas como retirar carros da rua, que já discutimos em um texto anterior, à valorização do meio ambiente, muita coisa tem acontecido.

A atual prefeita, Ana Hidalgo, que conclui este ano seu primeiro mandato, acaba de inaugurar na capital francesa a maior fazenda urbana em telhado do mundo. O projeto vem reforçar a tese de que grandes quantidades de alimentos saudáveis ​​podem ser cultivadas em uma fazenda 100% urbana e, mais, de forma comunitária. Km 4.Zero na veia! Lembram?

Sem ignorar a potencial redução no custo ambiental (e financeiro) do transporte de alimentos ao redor do mundo, o argumento de uma alimentação mais saudável e sustentável tem ganhado muito espaço no continente europeu. A agricultura urbana, envolvendo a produção local de alimentos tem o potencial de mudar radicalmente o futuro desse setor.

O tema da agricultura urbana é tão relevante para a discussão das cidades inteligentes, que inclusive ganhou indicadores relacionados às normas ISO 37122. É o indicador nr 20.1: porcentagem do orçamento municipal anual destinada a iniciativas de agricultura urbana. A agricultura urbana também está diretamente relacionada com três Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas:

  • ODS 2: Erradicar a fome, chegar a um nível de segurança alimentar e nutrição melhorada e promover agricultura sustentável.
  • ODS 11: Tornar cidades e assentamentos humanos inclusivos, seguros, resistentes e sustentáveis.
  • ODS 12: Garantir padrões sustentáveis de consumo e produção.

Deixe-me então te apresentar o conceito e detalhar esse projeto bacana de Paris. Projetos de agricultura urbana têm por objetivo trazer mais áreas verdes para as cidades ao utilizar os telhados dos edifícios para o plantio de vegetais e legumes. A iniciativa ajuda, ainda, a diminuir a emissão de poluentes no transporte dos produtos de áreas remotas agrícolas para grandes centros.

O governo francês aprovou em 2015 uma lei que determina que todos os novos telhados comerciais sejam cobertos com painéis solares ou vegetação, o que fez com que hoje o país tenha dez vezes mais telhados verdes do que a Alemanha, onde o movimento começou. Além de colaborar com a melhora da biodiversidade nos municípios e reter a água da chuva, reduzindo o escoamento nas ruas, esse tipo de estrutura também colabora para que os edifícios sejam mais eficientes em termos de energia, afinal, no verão, os telhados têm um efeito de resfriamento e, no inverno, colaboram para manter a temperatura do prédio.

Por meio do projeto Parisculteurs, a prefeitura de Paris havia já se comprometido a plantar 100 hectares de vegetação até o final de 2020, sendo um terço dedicado à agricultura urbana. O projeto já nasceu ambicioso –a maior fazenda em telhado do mundo e a maior fazenda urbana da Europa–  e estava previsto para ser inaugurado na primavera europeia deste ano (março). E, quando todos achavam que a crise do coronavírus seria uma boa desculpa para a prefeitura adiar o lançamento, vem a grande surpresa! A inauguração foi antecipada para junho! No último domingo, 28 de junho, para ser mais preciso.

Como alternativa para promover a integração social, os parisienses têm a oportunidade de locar áreas para terem suas próprias hortas. Existem 135 lotes de um metro quadrado disponíveis para aluguel. A reserva do local por um período de um ano dá direito a uma horta, um kit de boas-vindas e um crachá de acesso. O preço do aluguel anual é 320 euros (aproximadamente R$1.920).

A produção será destinada aos moradores da cidade por meio de estabelecimentos comerciais locais ou sistemas de veg-box – operação que entrega frutas e vegetais frescos, geralmente cultivados localmente e orgânicos, diretamente ao cliente ou em um ponto de coleta local, o que reduzirá o deslocamento dos produtos de áreas distantes para a cidade.

Com a proposta de não serem utilizados pesticidas ou produtos químicos, a fazenda também terá passeios educativos, workshops de team-building e eventos. A proposta do projeto é promover a resiliência ambiental e econômica nas cidades do futuro criando um modelo comercialmente viável e que não dependa de boa vontade e subsídios.

A fazenda urbana fica localizada no sudoeste de Paris, no topo de um grande centro de exposições. A maior fazenda urbana da Europa tem aproximadamente 14 mil metros quadrados e conta com mais de 30 espécies diferentes de plantas que serão cuidadas por cerca de 20 jardineiros que utilizarão métodos de cultivo inteiramente orgânicos. Ao empregar a técnica de agricultura aeropônica vertical, além de não ser necessário o uso de pesticidas, o sistema utiliza um circuito fechado de água para plantio, o que dispensa o uso de terra. Bacana né?

O projeto é liderado pela empresa Agripolis, que já conta com áreas semelhantes em faculdades, empresas e hotéis que oferecem alimentos para estudantes, funcionários e hóspedes. Por se tratar de um espaço urbano, as instalações  também contam com um bar e restaurante com vista panorâmica para a cidade com capacidade para 300 pessoas.

Muito legal o projeto, não acha? Sua cidade já conta com projetos similares de agricultura urbana? Compartilhe então conosco.

Um grande abraço e nos vemos na próxima semana.

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Como funciona o sistema de segurança de Moscou que usa o “Facebook russo” http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2020/06/23/conheca-o-big-brother-urbano-onde-ser-a-estrela-pode-ser-um-problema/ http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2020/06/23/conheca-o-big-brother-urbano-onde-ser-a-estrela-pode-ser-um-problema/#respond Tue, 23 Jun 2020 07:00:44 +0000 http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/?p=1281

Moscou lançou um dos maiores sistemas de reconhecimento facial do mundo (f9photos)

A cidade de Moscou conta com aproximadamente 170 mil câmeras de monitoramento espalhadas pela cidade que acompanham cidadãos e turistas 24 horas por dia. O sistema tem sido utilizado para identificar infrações e crimes, bem como monitorar atividades realizadas pela prefeitura. O projeto vem sendo gerenciado pelo governo local nos últimos anos em parceria com a iniciativa privada e cidadãos, reduzindo a necessidade de investimento do dinheiro público. Já foram investidos mais de US$ 250 milhões ( R$1,3 bilhão) ao longo dos últimos anos.

Nos últimos cinco anos, o governo de Moscou intensificou os esforços para implantar câmeras ao redor da cidade que permitem um controle de atividades em áreas públicas 24 horas por dia, sete dias por semana. As câmeras foram instaladas em diversos lugares, de entrada de edifícios ao sistema de metrô, que auxiliam a administração pública a verificar se o lixo é coletado, se algum veículo ultrapassa o limite de velocidade, se a neve foi retirada de vias públicas ou se algum anúncio ilegal está nas ruas da cidade. Além disso, o município diz que os índices de criminalidade caíram drasticamente após a implantação do sistema. De acordo com o departamento de informação de Moscou, 75 mil infrações são flagradas por dia o que, geralmente, resulta em multas.

A longo prazo, Moscou planeja usar a tecnologia para registrar evidências e investigar crimes, além de coletar informações durante as eleições. Para isso, o município está trabalhando para tornar o sistema mais inteligente de modo que as imagens de vídeo possam ser analisadas mais profundamente e o próprio sistema passe a emitir as multas. 

Dmitry Golovin, que lidera a divisão de vigilância por vídeo do Departamento de TI de Moscou, revelou durante o fórum Security Technologies que das 170 mil câmeras, boa parte já está conectada a um sistema de reconhecimento facial que compara automaticamente imagens ao vivo aos bancos de dados de pessoas procuradas pela polícia, seja por crimes que já aconteceram ou suspeitos de atividades terroristas. A tecnologia, que também está integrada à versão russa do Facebook, VKontakte, e o banco de dados de passaportes, tem sido usada há alguns anos, mas foi só recentemente conectada aos dados da polícia, o que colaborou para que, nos dois primeiros meses de funcionamento, seis procurados por crimes graves fossem presos.

O “Big Brother” russo tem preocupado habitantes e turistas em relação à sua privacidade. Segundo autoridades do governo, as câmeras são utilizadas somente por serviços de segurança para prenderem criminosos e é possível vê-las claramente, mas não há qualquer sinal indicando a presença delas. 

A Rússia tem trabalhado em conjunto com a China para desenvolver o seu sistema de vídeo vigilância urbana em Moscou, tendo a maioria das câmeras instaladas na entrada de edifícios e locais públicos. A população também tem a liberdade de conectar as suas próprias câmeras ao sistema e todas as informações capturadas são enviadas para o Centro Geral de Armazenamento e Processamento de Dados. 

O projeto de introdução de câmeras inteligentes foi lançado na capital russa em 2017, quando mais de três mil câmeras foram conectadas ao sistema de reconhecimento facial. Em 2018, quando o país sediou a Copa do Mundo da Fifa, a iniciativa se tornou de conhecimento público quando a polícia prendeu durante o evento mais de 180 pessoas que estavam foragidas.

Atualmente, entre a polícia e agências de segurança federais e regionais, mais de 16 mil usuários têm acesso ao sistema de monitoramento com níveis de acesso diferentes e todas as interações com o sistema ficam registradas. A polícia, por exemplo, deve solicitar informações específicas, de acordo com a lei atual, e as agências federais só podem acessar as câmeras nas áreas e rotas pelas quais são responsáveis.

Vários projetos relacionados a novas tecnologias aplicadas à segurança pública vêm ganhando destaque no Brasil. O carnaval de Salvador tem servido de palco para projetos pilotos em reconhecimento facial que ganharam destaque nacional. A possibilidade de integrar as câmeras privadas já existentes na cidade –como as do comércio, indústria, bares, restaurantes e condomínios– pode ser uma grande oportunidade para potencializar o aparato de segurança sem a necessidade de investimentos por parte do governo.

Tecnologias relacionadas à inteligência artificial e reconhecimento facial estão causando polêmica em todo mundo. Países com maiores índices de criminalidade, como o Brasil, tendem a serem mais flexíveis a aceitação desta troca de privacidade por segurança.

Você estaria disposto a viver nesse “Big Brother” urbano?  Deixem seus comentários e vamos aprofundar essa discussão.  Nos vemos no próximo texto.  

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Pandemia leva cidadezinha a aderir à alfabetização digital e nova economia http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2020/06/16/alfabetizacao-digital-como-preparar-as-nossas-cidades-para-o-novo-normal/ http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2020/06/16/alfabetizacao-digital-como-preparar-as-nossas-cidades-para-o-novo-normal/#respond Tue, 16 Jun 2020 07:00:43 +0000 http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/?p=1264

Besjunior

Tenho acompanhado de perto a evolução da pandemia do covid-19 no Brasil. Esse momento de abertura que o país está vivenciando, pelo menos aqui de fora, parece não condizer muito com os números oficiais e não oficiais da evolução da pandemia. Aqui na Itália, ainda estamos no processo gradativo de abertura, mas com números supercontrolados e acompanhados diariamente pelo governo e sociedade. Hoje, gostaria de compartilhar com vocês como estamos preparando nossas cidades para esse “novo normal” que muitos falam.

Após a criação da fanpage Smart School Veneto, que discuti com vocês em outro texto, o programa econômico de retomada nasceu como a primeira resposta estruturada oficial à crise econômica gerada pela pandemia e foi dividido em três fases: alfabetização digital, marketplace digital e suporte econômico para as empresas locais e promoção do empreendedorismo e inovação.

Fase 1 – Alfabetização digital

Focado em pequenos empresários do município, mas disponível a todos, foi criada a “Rovolon Digital Academy”, uma academia local, digital e 100% online com cursos rápidos de atualização ou, para muitos, literalmente alfabetização nas diversas ferramentas disponíveis na internet.

Com o pressuposto de que a alienação digital se dá mais pelo receio do que não se conhece do que por convicção pessoal, o desafio era claro desde o início: como chamar a atenção e conseguir o engajamento de uma comunidade tradicional que se conhece por nome e sobrenome e que é extremamente acostumada ao contato físico?

A estratégia foi focar a criação de conteúdo 100% na comunidade local. Para isso, um influenciador digital (youtuber) foi contratado para criar tutoriais em vídeo que levassem em consideração os aspectos da cultura e tradição da região, tudo em uma linguagem acessível a todos, dos dummies aos superveteranos.

Para criar uma sensação de rotina quando estamos em casa 24 horas por dia, sete dias por semana, definimos uma agenda para que o conteúdo fosse publicado. Assim, as aulas acontecem todas as segundas e quartas, às 19h (horário de Milão), e os vídeos têm uma duração média de 20 minutos.

O curso sobre Instagram vai de como abrir um perfil até dicas de como promover sua empresa na rede

O projeto teve início com o curso de Facebook, seguido por Instagram e WhatsApp para negócios, tudo publicado na fanpage seguindo o formato premiere, que permite enviar e agendar vídeos pré-gravados para transmissão em uma página da rede social, o que agrega os benefícios do Facebook Live com conteúdos mais curados. Para tirar dúvidas dos cidadãos-alunos-seguidores, uma vez por semana era realizada uma aula ao vivo.

A comunicação foi toda feita pelo grupo do Facebook e contou com o recurso “Obter lembrete” que, quando inscritos, os interessados recebem uma notificação vinte minutos antes da transmissão.  

Fase 2 – Mercado digital Km Zero – www.rovolondigitale.it

Para incentivar a gradual reabertura da economia, foi criado um marketplace digital com promoções das empresas do município. Disponível gratuitamente tanto para quem oferece, quanto para os consumidores por meio de uma parceria com a plataforma Billetto, da Dinamarca, as ofertas seguem uma lógica de eventos: precisam ter escopo, datas definidas e uma quantidade total pré-estabelecida por quem oferece os produtos e/ou serviços.

A ideia foi criar uma rede local de ajuda mútua, onde de um lado estão cidadãos conclamados por consumir localmente e ajudar as empresas da cidade na retomada econômica,  e na outra ponta estão as companhias que oferecerem preços mais acessíveis ajudando, assim, a comunidade que teve uma perda significativa no seu poder de compra. O conceito é literalmente vizinho que ajuda vizinho.

O projeto foi desenhado para que o desconhecimento digital fosse uma barreira no processo, então, cada empresário interessado precisa preencher somente um formulário inicial, que varia conforme o setor econômico, e toda produção do conteúdo digital fica sob responsabilidade da equipe do projeto.

Plataforma Billetto.com customizada para o projeto.

O setor turístico-gastronômico (restaurantes e produtores de vinho), que é muito forte na região e foi um dos mais impactados pela pandemia, foi o primeiro a ingressar na plataforma no dia 27 de abril. O prato de massa, carnes grelhadas e batata frita que geralmente custa 20 euros estava sendo oferecido por 15 euros. Embora a entrega fosse gratuita em um raio de 15 quilômetros, aqueles que optassem por retirar a refeição diretamente no restaurante ganhavam uma garrafa de vinho local.

O resultado foi excelente: as vendas cresceram mais de 400% se comparadas às semanas anteriores, quase atingindo os tempos de “normalidade”. Embora toda iniciativa tenha surgido no universo online, a maior parte dos pedidos foi realizada por telefone, o que demonstra que apesar dos munícipes ainda não terem a confiança para realizarem transações online, eles seguem o que acontece nas redes sociais e reagem positivamente às promoções.

Atualmente, restaurantes, açougues, padarias, papelarias, produtores de vinho, lojas de calçados e serviços de jardinagem são algumas das atividades que estão disponíveis na plataforma e, em breve, elas poderão realizar as vendas e receber os pagamentos online também.

Como o projeto não tem nenhum tipo de monetização direta, a prefeitura, ou alguém indicado por ela, deverá assumir o gerenciamento do sistema após a fase de testes. Com o objetivo de deixar um legado digital para a cidade como um todo, em contrapartida, pedimos que as empresas acompanhem os cursos da Rovolon Digital Academy (da fase 1) e desenvolvam e mantenham ativos seus perfis comerciais nas principais redes sociais.

As duas fases iniciais tiveram um custo total de implementação e gestão de 5 mil euros (cerca de R$ 30 mil) que foram pagos por duas empresas privadas, a título de patrocínio. Apesar de não ter investido nas duas primeiras fases, a prefeitura teve papel fundamental na chancela e promoção do projeto por meio da prefeita que participou ativamente da implementação.

Fase 3 – Suporte econômico e incentivo ao empreendedorismo e a inovação

As previsões econômicas para o pós-covid-19 na Itália são de dimensões catastróficas. Segundo a Fipe-Confcommercio  (Federação Italiana de Exercícios Públicos) – associação líder no setor de restaurantes, entretenimento e turismo, no qual operam mais de 300 mil empreendimentos –, o bloqueio imposto às empresas pode levar à falência mais de 50 mil negócios italianos e os que “sobreviverem”, principalmente os pequenos, terão que se reinventar para este novo mundo.

Visando as oportunidades que surgirão após a pandemia, a prefeitura decidiu investir pesado no empreendedorismo local e estabeleceu quatro ações principais:

  • Incentivo às novas empresas 

 A prefeitura irá arcar com todos os custos de abertura e contabilidade de empresas individuais simples, chamado de regime forfetario, equivalente aos MEI (microempreendedor individual) no Brasil, durante os seus 12 primeiros meses e também garantirá os custos e gestão operacional para o fechamento da mesma em qualquer momento dentro de um ano, se necessário. A mensagem ao cidadão é simples: quer tentar um futuro diferente e apostar? Nós estaremos com você do início ao fim!

A ação, que é aberta a todos, residentes ou não no município, também visa retirar da informalidade atividades antes consideradas menores, como babás e freelancers de serviços digitais.

Em virtude do cancelamento das aulas presenciais na Itália até setembro, a demanda por babás está grande e só tende a crescer. Para apoiar famílias que têm crianças até 12 anos, o governo federal oferece um auxílio de 600 euros para contratação de profissionais que ajudem nas atividades diárias, como babás, mas os custos precisam ser comprovados por meio de notas fiscais. A formalização da profissão também colabora com a capacitação dos profissionais em primeiros socorros.

  • Coworking

Para dar um suporte mais efetivo aos cidadãos-empresários, o município estará inaugurando no final de junho,  o primeiro espaço coworking 100% público e gratuito dentro da própria prefeitura, o COlliWORKING.  Além de oferecer um espaço físico para trabalho com internet de alta velocidade e diversos programas de capacitação, a ação também colabora com uma mudança de mentalidade, afinal, estamos falando de uma cidade do interior, ultra tradicional, de somente cinco mil habitantes.

  • Apoio financeiro

A prefeitura vai estender aos novos negócios todos os incentivos que já estavam disponíveis às empresas estabelecidas antes da crise como, por exemplo, as linhas de financiamento a “custo zero”. Oferecidas por um banco regional, enquanto o empresário fica responsável pelo valor emprestado, os juros do empréstimo são pagos pela prefeitura.

  • Parcerias Estratégicas

Para complementar as diversas estratégias do programa Economia KM 4.Zero, a prefeitura iniciou diversas tratativas para o fechamento de parcerias estratégicas. Entre elas, podemos citar o projeto Rovolon Summer School. Trata-se do planejamento, coordenação e execução de uma escola de verão com dois objetivos principais: auxiliar as famílias do município na gestão dos seus filhos durante os três meses de férias escolares (junho, julho e agosto) e ao mesmo tempo gerar receita para as empresas locais e cidadãos desempregados.

Para o projeto, a prefeitura fechou um convênio com o Frassanelle Villa Papafava, um parque privado e com Frassanelle Golf Club. O projeto teve inicio na segunda-feira, dia 15 de junho, e estará em operação durante os três meses de verão. Os dois locais receberão um total de 100 crianças para atividades lúdicas, esportivas, pedagógicas e educacionais, entre as 9h e 16:30.

Principais atividades previstas para o projeto Rovolon Summer School.

Estão previstas oficinas de história da arte, educação física, música, aulas de inglês, além de reforço escolar, em parceria com a secretaria regional de educação e duas oficinas especiais de tecnologia: o grupo de programação, em parceria com a TechStation Padova e a Escola Apple, em cooperação direta com a Apple Itália.

Por fim, todas as crianças terão uma programação especial de aulas de golfe que acontecerá três vezes por semana durante toda a duração da escola de verão.

Como a sua cidade se preparou ou está se estruturando para esse período de reabertura? Compartilhe conosco suas experiências locais e vamos ajudar nosso país nessa retomada econômica que será longa e provavelmente difícil. Nos vemos no próximo texto.

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Como a tecnologia virou política pública de resiliência de cidades do país http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2020/06/12/o-novo-normal-das-cidades-brasileiras-no-pos-covid19/ http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2020/06/12/o-novo-normal-das-cidades-brasileiras-no-pos-covid19/#respond Fri, 12 Jun 2020 07:00:03 +0000 http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/?p=1254 Em tempos pré-covid-19, governos de todo o mundo competiam por uma série de prêmios em reconhecimento ao grau de inovação e emprego de tecnologias avançadas em seus projetos e políticas públicas. Era a batalha das smart cities (ou cidades inteligentes, como decidiu-se adotar no Brasil).

Com servidores públicos trabalhando remotamente, a resiliência e os cuidados com a segurança cibernética assumiram outro patamar – não mais como “luxo”, mas artigos de primeira necessidade.

Assim, cidades que flertavam de modo tímido com o movimento da Quarta Revolução Industrial foram obrigadas, do dia para a noite, a celebrar matrimônio compulsório – sem festa. Cidades em todo mundo, agarraram-se agora na tecnologia como meio de sobrevivência e não somente como uma estratégia de “inteligência”, mas principalmente como política pública de resiliência.

Essa transformação digital já estava acontecendo muito antes desta nova pandemia. A tecnologia já vinha empoderando os cidadãos e aumentando significativamente o protagonismo das nossas cidades, mas a verdadeira disrupção agora não é a tecnologia em si, mas sim a velocidade das mudanças.

O blogueiro do Tilt Renato de Castro conversou sobre o tema “O novo normal das cidades” com o professor e advogado Vitor Antunes, que atualmente assessora o município de Salvador em seu plano de smart city, Cláudio Maltez, diretor presidente da Cogel – Companhia de Governança Eletrônica de Salvador, e com Claudio Ricardo Gomes de Lima, presidente da Fundação Citinova – Fundação de Ciências, Tecnologia e Inovação de Fortaleza e ex-reitor do Instituto Federal do Ceará.

Esse “novo normal” após a pandemia certamente provocará uma reflexão quanto ao que é, de fato, “smart” – tecnicamente entendido como algo além das expectativas médias de um cidadão – e aquilo que os tempos de pandemia estão nos revelando como verdadeiras necessidades de um ecossistema urbano minimamente resiliente.

Confira abaixo o vídeo completo da entrevista:

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Live: cidades do país evoluíram por causa do covid e terão teste nas urnas http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2020/06/09/live-cidades-do-pais-evoluiram-por-causa-do-covid-e-terao-teste-nas-urnas/ http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2020/06/09/live-cidades-do-pais-evoluiram-por-causa-do-covid-e-terao-teste-nas-urnas/#respond Tue, 09 Jun 2020 07:00:00 +0000 http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/?p=1248

8.abr.2020 – Pessoas usam máscaras de proteção na rua em Fortaleza (CE) (Ronald Oliveira/ Agência O Dia/ Estadão Conteúdo)

Em tempos pré-covid-19, governos de todo o mundo competiam por uma série de prêmios em reconhecimento ao grau de inovação e emprego de tecnologias avançadas em seus projetos e políticas públicas. Era a batalha das smart cities (ou cidades inteligentes, como decidiu-se adotar no Brasil).

Aplicativos voltados ao cidadão, Internet das Coisas (IoT) para melhor gestão de equipamentos urbanos, big data, ferramentas de inteligência artificial para auxiliar o gestor público na tomada de decisão, centros de controle, entre muitos outros, são exemplos de iniciativas que ocupavam, até pouco tempo, os palcos de centenas de congressos, simpósios e eventos voltados às smart cities.

Mas parece que o foco está mudando. Com servidores públicos trabalhando remotamente, a resiliência e os cuidados com a segurança cibernética assumiram outro patamar – não mais como luxo, mas artigos de primeira necessidade. Essa transformação digital já estava acontecendo muito antes desta nova pandemia. A tecnologia já vinha empoderando os cidadãos e aumentando significativamente o protagonismo das nossas cidades, mas a verdadeira disrupção agora não é a tecnologia em si, mas sim a velocidade das mudanças.

Chegou a hora então de conhecermos o que nossas cidades no Brasil estão fazendo para se tornarem mais resilientes.

Em vésperas de eleições municipais, os cidadãos certamente estão acompanhando de perto a performance de seus governantes. Se o tema tecnologia e inteligência urbana esteve em alta nas últimas eleições, resiliência será a palavra da moda na próxima!

Hoje, terça-feira (9), temos uma surpresa para você: pela primeira vez teremos uma live com três convidados.

Às 16h (horário de Brasília), irei conversar sobre o tema cidades resilientes com o professor e advogado Vitor Antunes, que atualmente assessora o município de Salvador em seu plano de Smart City, Cláudio Maltez, diretor presidente da Cogel – Companhia de Governança Eletrônica de Salvador e com Claudio Ricardo Gomes de Lima, presidente da Fundação Citinova – Fundação de Ciências, Tecnologia e Inovação de Fortaleza e ex-reitor do Instituto Federal do Ceará.

Não percam, então, mais um bate-papo bacana. Será uma espécie de revisão final para nos preparar para mais um vestibular eleitoral que está por vir. Será que passaremos desta vez? Espero que sim!

Clique aqui para assistir a live.

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Aulas, cozinha e saúde mental: cidade usa Facebook para aguentar quarentena http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2020/06/02/a-forca-das-redes-sociais-na-retomada-da-economia-na-italia/ http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2020/06/02/a-forca-das-redes-sociais-na-retomada-da-economia-na-italia/#respond Tue, 02 Jun 2020 07:00:47 +0000 http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/?p=1222

Engin Akyurt/ Pixabay

Tenho acompanhado de perto a crise do covid-19 no Brasil. A reabertura das atividades não essenciais em várias cidades, mesmo com os números ainda em crescimento, é uma medida bem arriscada. Pelo menos não foi assim que fizemos aqui na Itália. Hoje, eu gostaria de dividir com vocês um pouco das ações que a Itália está implementando para tentar mitigar os efeitos econômicos da crise.

Sendo o primeiro país na Europa a ser drasticamente afetado pelo vírus, após anos de estagnação tecnológica, a Itália tem se esforçado para ser a mudança. Em um cenário bem parecido com uma guerra mundial, estamos todos no mesmo barco, em risco e necessidade de ajuda, o que faz com que seja mais fácil e eficaz pedir auxílio àqueles que já nos conhecem e têm as mesmas raízes. Baseado nesses princípios, começamos aqui, na pequena cidade onde moro, uma ousada estratégia de economia KM 4.Zero, um novo paradigma que combina o superlocal (km zero) ao hipertecnológico (4.0) e que já discutimos em outro texto.

Localizada na área do Veneto e com um pouco mais de cinco mil habitantes, Rovolon está a 10 quilômetros de distância do epicentro do covid-19 na região, o que fez com que estejamos em quarentena desde o final de fevereiro (a medida só foi estendida para toda a Itália no dia 9 de março). Com literalmente todas as atividades econômicas fechadas e a população trancada em casa, juntos, como sociedade organizada, resolvemos assumir o controle de pequenas mudanças que teriam grande impacto.

Plataforma de engajamento comunitário

No dia 2 de março, começamos a primeira ação pós-coronavírus ao criar uma página no Facebook para o projeto Smart School Veneto, cujo foco, inicialmente, era minimizar o impacto do fechamento das escolas no aprendizado das crianças do município.

O que começou apenas como um projeto educacional, acabou por se tornar uma plataforma de conteúdo, principalmente de vídeos, relacionado à rotina da comunidade. Criada para um público de apenas cinco mil pessoas, as estatísticas da página mostram que o projeto foi muito além das fronteiras da pequena cidade:

Com um calendário de conteúdo fixo, a página passou a movimentar profissionais que tiveram que parar suas atividades durante a quarentena e diversos canais foram criados, como por exemplo:

Elly and Mr. Pig

Com foco no público infantil, todas as terças-feiras um vídeo com 20 minutos de duração incentiva o aprendizado da língua inglesa. Seguindo metodologias de escolas internacionais, onde as aulas são ministradas 100% em língua estrangeira, os vídeos da Elly and Mr. Pig têm atraído também adultos não só da Itália, mas da Espanha e até mesmo da Argentina, onde a comunidade italiana é bastante significativa. Os primeiros vídeos da série já somam mais de 20 mil visualizações.

Pílulas de Psicologia

Em 24 de março de 2020, a universidade de Harvard publicou o estudo Evaluating Covid-19 Public Health Messaging in Italy . Como principais resultados, o estudo apontou que as orientações do governo relacionadas à saúde pública foram assimiladas e seguidas pela população em geral. Exceto pelo cumprimento ligeiramente menor entre jovens adultos, todos os subgrupos estudados  –incluindo aqueles que não confiavam no governo ou na veracidade e intensidade dos fatos relacionados a crise– compreenderam as regras de distanciamento social. O estudo também alertou que um longo período de quarentena poderia gerar sérios efeitos negativos na saúde mental da população.

Em parceria com uma clínica de psicologia e bem-estar da região, todas as quartas-feiras um novo vídeo aborda questões ligadas à saúde mental e ao distanciamento social como vida em casal, emoções das crianças, individualismo e família.

Cozinha Faça Você Mesmo

A cada final de semana, um vídeo de uma receita preparada por um membro da comunidade é publicado, e o foco não é somente a culinária italiana. Com uma cultura regional (veneta) muito forte, a percepção da diversidade cultural como fator positivo para a comunidade ainda é baixa e, por isso, temos incentivado que pessoas de outras culturas também participem. Já tivemos receitas chinesas, peruanas, eritreias, espanholas e uma edição especial de uma receita de imigrantes no Brasil que foi gravada em língua talian (também conhecido como o vêneto brasileiro) em Cotiporã, no Rio do Grande do Sul. No final de cada vídeo, todos são “desafiados” a replicar as receitas em suas casas e a compartilhar fotos de seus pratos.

Mercado KM Zero

Agora chegou a vez dos empresários mostrarem seus negócios.

Sem o costume de utilizar ferramentas digitais para se comunicarem com seus clientes, a página passou a ser uma oportunidade não só para informar a comunidade que seus produtos estavam sendo entregues em domicílio como, também, uma plataforma para explorar esse novo método de comunicação.

A experiência mais interessante foi a de uma padaria, que orientamos a fazer um tutorial de como produzir um pãozinho francês em casa. Depois de um processo longo e cansativo de três horas que resulta em um pão que não fica nem de perto igual ao da padaria, as pessoas passaram a valorizar muito mais o simples pãozinho que custa menos de R$ 1. Mais que um incremento nas vendas, houve certamente um grande aumento na percepção da relevância dessa empresa para a sociedade local.

Você acha que as redes sociais podem ajudar também na retomada econômica no Brasil? Conhece algum caso de sucesso na sua cidade? Deixe seus comentários abaixo e vamos ajudar o Brasil neste novo desafio nacional. Nós já estamos escrevendo o primeiro capítulo da nova história aqui na Itália. Nos vemos no próximo texto.

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Home office: espaço virtual simula a vida social do trabalho em tempo real http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2020/05/29/espaco-de-trabalho-virtual-que-simula-ambiente-real-e-lancado-no-brasil/ http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2020/05/29/espaco-de-trabalho-virtual-que-simula-ambiente-real-e-lancado-no-brasil/#respond Fri, 29 May 2020 07:00:12 +0000 http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/?p=1212

Escritório virtual permite que pessoas em qualquer lugar no mundo consigam interagir como se estivessem lado a lado (Reprodução)

O home office, que nasceu como uma flexibilização cool de empresas mais descoladas, no estilo Silicon Valley, acabou virando uma das pouquíssimas opções durante a atual pandemia de coronavírus. Mas estamos nos dando conta que somos realmente seres sociáveis. Sentimos falta do contato físico ou pelo menos desse sentimento de estarmos inseridos em um contexto mais coletivo.

Essas transformações nas relações de trabalho têm impactado de forma definitiva as rotinas no mundo corporativo. A adaptação à dinâmica do trabalho remoto –que envolve barreiras físicas– traz um desafio: como promover a conexão humana que agora tanto nos faz falta? Apesar de não ser uma tarefa simples, é possível contar com a ajuda da tecnologia. Lembram do novo paradigma superlocal x hipertecnológico que discutimos anteriormente?

startup AntsBox lançou agora uma ferramenta que renova as práticas de trabalho flexíveis. Com avatares personalizados e ambiente totalmente customizável e interativo, o AntsBox é um escritório virtual visto de cima, que reúne, em tempo real, pessoas de diferentes locais em um único ambiente. Ou seja, mesmo estando em casa, temos a sensação do contato físico! Muito bacana, não acham?

O escritório virtual permite que pessoas em qualquer lugar no mundo consigam interagir naturalmente e em tempo real como se estivessem lado a lado no escritório físico. Com apenas um clique é possível se deslocar de uma sala para outra e ver quem está acessível ou indisponível, podendo se comunicar com quem já está nesse espaço, chamar para conversas particulares e obter respostas em tempo real.

Nós conversamos com Alexandre Alves, CEO da empresa TIP, um dos idealizadores desse projeto fantástico e com um super potencial de conquistar o mundo. O mais bacana de tudo é que o projeto foi realizado com tecnologia e mão de obra 100% nacionais.

Estamos à beira de uma nova revolução. Se por um lado ela já vinha sendo fomentada pela digitalização do mundo e pela conectividade, que eliminou fronteiras e estimulou a troca de ideias, por outro estamos vendo o alvorecer de uma nova ordem mundial: a localização. E parece que essa tendência irá muito além dos aspectos geopolíticos ou das relações comerciais entre países ou cidades. O chamado superlocal influenciará também o nosso estilo de vida e nossa forma de trabalhar. Bem-vindos ao “novo normal” do home office!

Ficou curioso? Então assista a live na íntegra e entenda como o futuro do home office mundial não veio desta vez daquele “VALE famoso”, mas sim de Valinhos, uma belíssima cidade de pouco menos de 130 mil habitantes, localizada no interior de São Paulo.

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Live: o que teremos de tecnologia para situação de home office permanente http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2020/05/27/live-nasce-no-brasil-a-tecnologia-para-o-futuro-do-home-office/ http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/2020/05/27/live-nasce-no-brasil-a-tecnologia-para-o-futuro-do-home-office/#respond Wed, 27 May 2020 07:00:18 +0000 http://cidadesmaisinteligentes.blogosfera.uol.com.br/?p=1200

O conceito do home office cresce em todo mundo como consequência do isolamento social da pandemia do covid-19 (HalfPoint)

Uma das principais mudanças impulsionadas pela pandemia de coronavírus será na forma como iremos trabalhar. Parece que o smart working ou home office veio realmente para ficar.

O time do Facebook está trabalhando de casa. A galera do Google, em todo o mundo, também não está mais nos famosos ambientes da empresa. Semana passada, o Twitter e o Shopify anunciaram que seus funcionários podem continuar em seus lares indefinidamente.

Você estaria disposto a trabalhar de casa para sempre?

Como discutimos no meu último texto, a quarta revolução industrial  já batia nas nossas portas muito antes desta nova pandemia. Embora a tecnologia já houvesse começado a empoderar os cidadãos e a aumentar significativamente o protagonismo das nossas cidades, a verdadeira disrupção nunca foi a tecnologia em si, mas sim a velocidade das mudanças.

Na quinta-feira, dia 28, às 10:00 (horário de Brasília), irei conversar com Alexandre Alves, CEO da empresa TIP, que acabou de lançar no Brasil uma nova tecnologia focada no futuro do home office no mundo. Imperdível! Clique no link abaixo para a live:

 

 

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